Me sinto preso,
Sem vontade de agir,
Vejo as ondas passarem,
Nada pode me impedir.
Quero ser,
Aquilo que outrora já fora,
Não tendo a esperança tão tola,
Desmanchada em minhas mãos.
Com o ciúmes que come minha alma,
Me deixa como criança fazendo papelão,
Ontem eu mostrei minha cara,
Que escondi com compaixão.
De vez em outra posso trazer,
A volta de uma coisa que já não me pertence,
Se me ofendes assim tão de repente,
Porque não respeitar o que me agride?
Sentimento horrível,
Volta e meia se torna são,
Se tenho você me sinto acuado,
Sem você é só solidão.
DR.
Dor de víceras,
Contunde e machuca,
Fígado, pâncreas e rins,
Todos destruídos por outros.
Mas o que fazer,
se o que se faz é feito assim.
E caminhará eternamente,
Até o final dos tempos a dor,
O egoísmo e a perversidade.
DR.
|
|
|||
|
|||