Sabes quando procuras encontrar,
O algo que te falta, e mesmo assim,
Você vaga pela vida sabendo que pode,
Ter tudo que todos sonham,
Porém nem sempre se sente feliz?

É porque não enconstras-te o que
Se pode chamar por afeição,
Amor, carinho e atenção.

Se hei de vagar livremente pelas
planícies desse mundo.
Que vague com alguém ao meu lado,
E mesmo se me digas que estou errando.
Sei que no meu íntimo o passo certo
já foi dado.

E é claro que todos irão se invejar,
E tentarão por fim derrubar,
Desde aquele que você jamais esperou,
Até aquele que você espera só de respirar.

É óbvio que no caminho as pessoas irão errar.
Os pares são humanos e não tem porque não ser.
Se a vida nos foi dada é pra tentar,
E eu tento, perdoo, levanto e erro também.

Se minha provação é essa,
Que ela seja ultrapassada e superada,
Da forma como convir,
Desde que eu saibas que você
Sempre estará ao meu lado a sorrir.

DR.

Vá com a fé que te destinas,
O canto ilusória de uma nova doutrina,
Se és que cantas assim, por euforia,
Ou se desmentes a felicidade só por ser.

Se eu vivo hoje em ternura e afeição,
É porque ontem deixei-me perdoar,
E se o perdão coube a mim, porque a ti
Não caberá?

Se exatidão existisse em palavras,
Sutis elas me seriam,
Pois a desventura de escrever,
Se destina a ser assim.

E ontem que se passou, agora não mais convém
Se agora é o que preciso ter,
É agora que irei viver,
E pro agora devo partir.

Pois o futuro é uma sucessão de fatos,
Construídos no hoje,
Sendo que o ontem já se foi tarde,
Pois me trouxe apenas mais temores.

Assim é a vida todo dia,
Dia após dia,
Sempre a deixar,
Viver por se dizer, se aventurar.

O estrago causado,
Alcatrão, fumo e maltratado.
Que desgosto é esse em minha alma?
Que desabor é esse da dúvida?
O querer entender o que não se entende.
Ter provar d'aquilo que não se prova.
Ter contestado o imutável e sem definição.

Mas que desde quando me faz parte do mundo,
Se o mundo me parte em mil pedaços,
Sou achado em tudo quanto é coração desprezado,
E perdido em todo coração apaixonado,
Mas nunca me deixo extinguir,
Pois sei que sou real ao partir.

E o parto de uma nova vida, me faz esquecer,
Mas não esquece o tormento que é adoecer,
Se um dia fui fogo ou ilusão,
Outro dia determino se é minha paixão
Deixar um dia perene assim,
Para eu enfim, MORRER!

DR.

Seria a dúvida a parceira da indecisão?
Ou a decisão é a constante da certeza?
Se é bem que a pureza é fraca e o
Chão se concretiza ao fato de ser feita
De argila e nada mais ?

Ou seria o homem forte por crer na razão,
Nos números a demonstrar satisfação,
Na proporção mágica retirada de uma fração,
Ou quem sabe no estado utópico da não mudança,
Da vida certa e perene, do saber e estar.

Sem mudar, sem mudar...

Acreditar no que se foi ou no que será?
Onde se vê que só vive-se o hoje.
Mas mesmo assim saldar o Sol do dia,
Ou a Lua quase a tocar a tardezinha?
Mas temos que valorizar o hoje.

E valorizar não é promiscuir ou simplesmente
Deixar viver ao extremo.
É saber o que se quer, é viver o real sentimento.

Se sentir é o que nossos sentidos captam,
Porque abrandar nosso coração e retornar ao tempo de caça.
Voltar e ceder ao instinto primitivo que dizia:
- Vai lá mate, reproduza, coma e morra!

Onde é que está o ser disso tudo?
Onde é que está o haver nisso aí?

Se minha vida determina que eu tenho que ser oco,
Prefiro não ser vivente, mas um autômato.
E se for pra ser como todos o são,
Prefiro viver na minha originalidade e quem sabe,
Pela origem a ser dada, ser o ponto de partida,
Para a minha vida de sonhos e ilusões reais.

DR.

Que prisão é essa?
Penitência perpétua.
Por que não me deixas?
Sentimento que outrora foi exato,
Agora só retorna mesmo são os cacos,
Daquele fragmento que eu chamava de vida.

Mas donde vem tamanha inexatidão?
Sendo que resolvi por esse caminho,
Enxergando todos seus espinhos,
E mesmo assim ao visualizá-lo
Resolvi, quase que por desatino,
A ser o meu destino?

Que veneno é esse que teima
Em minha alma correr?
Quase que por ensangüentar,
Engasgo-me em termos que nem sei
Ao certo se são corretos.

Porque mesmo querendo deixar quieto,
Para não mais sofrer,
Eu vou lá, teimando em tudo saber,
Mexendo onde não devo,
Até encontrar coisas que como lâminas
Machucam-me de forma sem cicatrização.

Colocando-me a dúvida,
Em todo o meu ser,
Mas o pior lugar, no meu coração,
Já sofrido e pisoteado,
Às vezes escancarado, que não tem
Nem o simples ato de compreensão.

E me pergunto todo dia,
Ao debruçar sobre a janela do sol que vêm
No horizonte a banhar o mundo,
Trazendo a clareza para os seres,
E a escuridão para mim.
Onde está a razão de tudo isso,
Sendo que não sou tão partido,
E mesmo assim partem sempre pra cima de mim.

Se fui ou não antagonista,
Em existências anteriores,
Queria eu um protagonizar um esplendor
de beleza e felicidade,
que me foi negada desde tenra idade,
Por todo aquele que me teve um dia
a palavra amor aos lábios.

E vou tentando entender,
O porquê procuro tantas respostas,
Sendo que o abençoado é aquele
Que na ignorância se sente,
E na ignorância permanece,
Pois ele não será magoado,
Ele será é exaltado,
Nas glórias desta e de outras vidas.

DR.




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